quarta-feira, 15 de setembro de 2010

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

HOMOSSEXUALISMO: Acolhido ou banido da sociedade contemporânea

São vários os temas sociais controvertidos no nosso cotidiano, sendo que um destes é o homossexualismo e, embora essa faceta de controvérsia, não se pode negar a necessidade premente de toda a sociedade brasileira enfrentar as questões relativas à tolerância e à discriminação ao homossexual. Neste ponto, faz-se útil recordar que tolerância não é concessão, condescendência, indulgência é, antes de tudo, uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro. Isso significa que a concordância de idéias não é um requisito indispensável para a tolerância. Além disso, é possível inferir que discriminar significa fazer diferença e, por conseguinte, renegar os direitos fundamentais da pessoa humana em razão de raça, sexo, religião etc.

Os homossexuais são titulares dos mesmos direitos assegurados a todos os cidadãos, incluído o direito ao respeito e à consideração. Porém, respeito e tolerância não implicam aceitação. Por isso, eles não poderiam exigir que o seu modo de viver fosse aceito por toda a sociedade.

Diante de tais fatos, resta a nós analisarmos a postura da sociedade de hoje, nos dias atuais, onde mudou e onde continua igual o tratamento aos homossexuais, uma vez que se defende tanto a liberdade em todos os sentidos.

O Jornal O Popular, que circula em todo o estado, traz diariamente notícias cotidianas do nosso estado e do mundo, e não é raro de se ver casos de atentados, homicídios, discriminação, e até mesmo linchamento de homossexuais em pleno século XXI. Uma barbaria que se repete até os dias de hoje, desde a antiguidade. O Jornal O Popular do dia 10 de Agosto de 2006, traz a seguinte notícia: “Jovens denunciam homofobia em shopping”, por Amanda Dorian; no dia 25 de Junho de 2006, outra notícia: “Tabu recorrente. Homossexualismo é tema corriqueiro nas ficções, mas ainda causa polêmica” por Diogo de Oliveira. Mais um pouco e vemos “Respeito à Diversidade, Professor da UnB afirma que é preciso desmistificar a idéia de que todos os homossexuais são promíscuos e diz que a mídia reforça preconceito e estereótipo” por Renato Queiroz. Atualmente vemos o crescimento de movimentos de grupos lutando pelo direito de poder ser “normal”, ser tratado como “normal”, e não como uma anomalia, um erro da natureza. São vários os noticiários que denunciam tais comportamentos e essas atitudes tem estado cada vez mais perto de nós, mais próxima.

O Jornal citado acima, ainda trata do assunto trazendo conceitos de psicólogos, psiquiatras, e até mesmo a própria família que tantas vezes sente vergonha do ente e simplesmente se afasta dele, como se o homossexualismo fosse uma doença contagiosa e vergonhosa.

O site www.brasilcommunity.com.br traz uma reportagem escrita por Alexandre Nallin, com o tema “O homossexual na sociedade”, onde ele aborda claramente o preconceito social que é evidente e agressivo. Não se vê este ser, como qualquer ser humano e sim como uma aberração. Seus atos são considerados abomináveis, eles são transgressores e, necessitariam de punição legal e dissuasão social.

De uma maneira geral, são tidos como traidores, fracos sexualmente, afeminados ou sapatonas, compulsivos, tristes, depressivos e desajustados. O preconceito está presente mesmo entre eles. Numa entrevista à revista Isto é, um homossexual disse “Eu sempre sou ativo”, não aceitando ser chamado de homossexual. O termo “Entendido” surgiu na década de 60 e é o equivalente a “gay” (guei do inglês gay, alegre, gaio). Nesta mesma década, o mundo capitalista, com seu poderoso marketing, arranca com os empreendimentos que exploram o mercado homossexual.

O homossexualismo marcou presença na Grécia da Antiguidade, no mundo dos bárbaros e até entre os famosos filósofos como Sócrates e Platão. Atualmente, as pessoas estão tentando se conscientizar do problema e os preconceitos em relação às preferências sexuais estão sendo considerados obsoletos, apesar de que, nos aspectos morais, a realidade e a vivência são diferentes do que se fala nos livros e revistas, não deixando os homossexuais serem vistos como promíscuos e baixos. Juridicamente, os homossexuais estão adquirindo direitos incomuns legais como o casamento. A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, foi a autora, quando deputada federal, do projeto de lei que regulamenta a união civil entre homossexuais. Psicologicamente, a homossexualidade é vista como um desajuste na formação da personalidade infantil, mas os próprios homossexuais não sabem explicar a sua preferência. O preconceito é o maior vilão da não integração destes grupos, tanto gays quanto lésbicas, à sociedade. Ele impede a normalidade da vida destas pessoas, fazendo com que estas se sintam culpadas de terem este comportamento sexual, que na verdade pertence somente a cada uma delas independente de qualquer outro comportamento ditado pela sociedade como sendo normal.

Bruno Araújo é aluno do 3º ano de História da Universidade Estadual de Goiás.

O fim do curso de História

Sou aluno do curso de História da Universidade Estadual de Goiás. Engraçado... há algum tempo atrás falar isso me enchia de orgulho, de saber que em Itumbiara tinha um curso de História, o qual sustentou essa universidade por mais de dez anos, não só este, como também o curso de Ciências Econômicas. Eles foram a base que sustentou a Universidade do cerrado em plena região sul do estado. Os alunos que formaram em História, nesses dez anos, só terão a satisfação de dizer que formaram em Itumbiara. Digo isso porque, diante de uma série de problemas que a Universidade vem passando desde sua criação em 1999/2000, não foi o suficiente para manter o curso de História em nossa unidade, levando - o à “migração”.

O curso de História da UEG de Itumbiara está migrando, vai para onde “só Deus sabe”, e o que é pior, é o único curso de licenciatura plena que está sendo ministradas em Itumbiara, as outras faculdades aqui existentes estão fechando seus cursos de licenciatura plena do ensino regular. O que mais me chama a atenção é que a saída do curso de História não significa necessariamente que virão outros cursos na área da educação, uma vez que já foi manifestada pelos nossos governantes a idéia de fazer da Unidade de Itumbiara um pólo da saúde. A priori não tenho nada contra, desde que não chegue sucateado, sem as menores condições de se formar um profissional com capacidade de sair da Universidade e ocupar um lugar no mercado de trabalho. A UEG de Itumbiara pode ter suas limitações no curso de História, mas formou profissionais que estão levando o nome dessa unidade para o mundo.

E não pára por aí: se nesse momento é o curso de História que está de “malas prontas”, quem garante que o próximo não será o de Ciências Econômicas? Tudo bem... a procura no curso de Economia ainda é grande e, talvez, ainda demore um pouco mais para que isso ocorra.

Agora, o que me preocupa é que “as cabeças pensantes” estão no curso de História, a força da “revolução” das massas está ali, o poder do questionamento, a audácia de fazer a crítica, a forma clara de questionar os políticos e lutar por direitos iguais, a luta por um ensino de qualidade. É o historiador que está pronto para ir para ao debate, é o historiador que busca no seio da sua ingenuidade entender o passado, trazer a tona informações que outros profissionais não conseguem, ou se conseguem, não terão a mesma veracidade, os fatos chegarão retorcidos.

Apesar de não adiantar “chorar pelo leite derramado”, o que nos resta é formar as quatro turmas existentes sem perder a qualidade do ensino que até agora foi passado. É uma situação delicada e que só cabem a nós, historiadores em formação, não deixar a “peteca cair” e continuar nossa luta por um curso de qualidade até seu fim: 2013/2014.



Paulo Sérgio Arantes é aluno do 3º ano do curso de História da UEG de Itumbiara.